Polícia Civil conclui investigação sobre morte de sargento da PM em MG; dois suspeitos foram presos e um segue foragido
22/09/2026
(Foto: Reprodução) A Polícia Civil concluiu a investigação sobre a morte do sargento Rodrigo Silva Pereira, de 40 anos, assassinado em uma emboscada em março deste ano, em Campo Belo (MG). Segundo a corporação, duas pessoas foram presas e um suspeito permanece foragido. Outras nove pessoas morreram em confronto durante operações da Polícia Militar relacionadas ao crime.
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O resultado das investigações foi apresentado em entrevista coletiva pelo delegado Matheus Nascimento e Silva, responsável pelo caso.
O crime teve grande repercussão no Sul de Minas. No dia do assassinato, o sargento Rodrigo retornava para casa com o filho dentro do carro quando foi alvejado. Após o crime, a Polícia Militar iniciou uma operação em homenagem ao policial para localizar os suspeitos, enquanto a Polícia Civil deu início às investigações.
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Reprodução EPTV / Lavras 24 Horas
De acordo com o delegado, as apurações começaram ainda no dia dos fatos com a análise de imagens de câmeras de segurança para identificar a rota percorrida pela motocicleta utilizada no crime.
“Isso, no dia dos fatos, a equipe toda da Polícia Civil compareceu ao local para o levantamento de imagens de câmeras de possíveis suspeitos para identificar ali a rota que teria sido feita pela moto que havia alvejado o sargento Rodrigo. A gente conseguiu levantar essas imagens com apuração de possíveis suspeitos. No dia, a Polícia Militar logrou êxito em prender em flagrante um dos suspeitos, portando uma arma de fogo com aparelho celular. Outro suspeito, ele veio a óbito após confrontar a Polícia Militar”, afirmou o delegado.
Segundo Matheus Nascimento e Silva, as investigações permitiram confirmar que o suspeito morto em confronto com a Polícia Militar foi um dos executores do assassinato. A análise do aparelho celular apreendido também possibilitou identificar outro participante do crime, apontado como responsável por repassar informações sobre a rotina do policial.
“Posteriormente, a gente confirmou ele como executor do crime. E, a partir do levantamento de câmeras e do aparelho celular obtido, a gente conseguiu vincular esse suspeito que havia feito o levantamento, como o partícipe, justamente, pelo fornecimento de informações da rotina do sargento. Então, a gente conseguiu ver mensagens trocadas com o executor, afirmando que havia escondido a arma do crime, que havia feito o serviço, mensagem de exaltação ao crime”, disse.
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Polícia Militar
Ainda conforme a Polícia Civil, a motivação do assassinato estaria relacionada à atuação do sargento Rodrigo em operações e investigações que atingiram integrantes da organização criminosa conhecida como Morro do Pedrão.
A investigação identificou Natan Brás Francisco como principal mandante do crime. Segundo o delegado, ele e o irmão, Breno Brás Francisco, exerciam funções de liderança dentro da organização criminosa. Os dois morreram no último domingo, 20 de setembro, durante confronto com a Polícia Militar.
“Sim, a gente identificou o Natan como o principal mandante, justamente pela sua atuação. A Polícia Militar, na forma do sargento Rodrigo, no setor de inteligência, havia feito algumas operações de apreensão de drogas, armas de fogo, atuação de monitoramento do Natan como foragido, inclusive na véspera. Isso foi o estopim, de fato. Eles representavam a liderança ali, ele com o seu irmão, o Breno, liderança do Morro do Pedrão, da organização criminosa”, afirmou.
Durante a ação realizada no domingo, a Polícia Militar apreendeu drogas, um fuzil e outras armas de fogo. Segundo o delegado, o material reforça a suspeita de que os investigados retornavam a Campo Belo para retomar atividades ligadas ao tráfico de drogas.
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Andressa Souza/EPTV
Entre os presos está Kenneth Lohan Silva Carvalho, conhecido como Ceará. Conforme a investigação, ele é suspeito de monitorar a rotina do sargento Rodrigo e repassar informações para os executores do crime.
Outro investigado preso é Rodrigo Antônio de Oliveira. De acordo com a Polícia Civil, ele teria fornecido a motocicleta utilizada no assassinato e também atuado como integrante da organização criminosa em esquema de lavagem de capitais.
“Posteriormente à prisão do Ceará, as investigações continuaram. A gente fez a apuração através da identificação da placa da moto do crime. Viu que dias antes esse Rodrigo, a partir de uma vestimenta, a gente conseguiu identificar. Representou pelo cumprimento de mandato de busca e prisão, identificou, fez a apreensão da moto, da roupa, com uma mancha específica, indicando realmente que era ele”, explicou o delegado.
Segundo a Polícia Civil, Rodrigo Antônio de Oliveira também foi vinculado à lavagem de dinheiro da organização criminosa por meio da aquisição de veículos e outros bens de alto valor.
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A investigação ainda aponta Samon Alves como suspeito de pilotar a motocicleta utilizada no crime. Ele é considerado foragido, e a Polícia Civil pretende divulgar sua fotografia para auxiliar nas buscas.
Em nota, o Ministério Público de Minas Gerais informou que, para cada uma das sete mortes registradas anteriormente durante as operações, foi instaurado um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) específico. Os casos seguem sob investigação, com diligências em andamento e tramitação sob sigilo.
O órgão informou ainda que, em relação às duas mortes registradas no último domingo, 20 de setembro, a 3ª Promotoria de Justiça de Campo Belo irá instaurar um novo Procedimento Investigatório Criminal para apurar os fatos.
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